Exercício: suas crenças sobre a profissão de vendedor.
Vamos fazer um exercício breve. Pegue o seu caderno de anotações. Primeira pergunta: qual é a primeira palavra que vem à sua mente quando o assunto é "vendedor"? Seja honesto, não precisa mentir — quais palavras vêm relacionadas ao ofício de vendedor? Confesso que, na primeira vez que me fizeram essa provocação, já trabalhando com vendas, a primeira palavra que me veio foi "invasivo." Eu tinha uma interpretação pejorativa de vendas mesmo já vivenciando a profissão, porque nunca tinha parado para refletir sobre isso. Por isso, sempre que vou treinar uma pessoa, a primeira coisa que peço é que ela entenda como está a sua relação com o assunto "vendedor."
Há uma frase que gosto muito, do T. Harv Eker, autor do livro Segredos da Mente Milionária: você não se torna aquilo que você não admira. No livro — e num treinamento dele aqui no Brasil, que tive a oportunidade de participar — ele diz: enquanto você vê uma pessoa com um carro importado passando ao seu lado e o primeiro pensamento é "esse cara deve trabalhar com alguma coisa estranha," você nunca vai ser merecedor desse carro.
O mesmo vale para vendedor: enquanto você olhar para essa profissão e pensar "é uma profissão um pouco desvalorizada, foi o que me sobrou, não consegui ser advogado, médico, engenheiro," vai ser muito difícil chegar à alta performance. Quando descobri esses preconceitos e os tratei, minha carreira decolou de forma exponencial. Você não pode ter vergonha de ser vendedor. Você já está num grupo seleto de profissionais que investem no próprio desenvolvimento — não pare por aqui.
💡 Insight
Você não se torna aquilo que você não admira — enquanto você olhar para a profissão de vendedor com desprezo, vai ser muito difícil chegar à alta performance.
Aqui no Vendas Pro temos um lema: a gente não vende carne para vegano. O papel do vendedor é ajudar as pessoas — ser um facilitador nas decisões que vão melhorar a vida delas. Ao final deste treinamento, você vai ter todas as ferramentas e skills para conduzir as pessoas à melhor decisão delas. E sobre a pergunta "persuasão não tem a ver com manipulação?" — tem, sim. A diferença entre manipulação e persuasão é a intenção. Aqui não vamos vender carne para vegano: eu não vou te ensinar a vender algo em que você não acredita, algo que não vai fazer bem para a vida das pessoas.
Segunda pergunta do exercício: depois de anotar as primeiras palavras que vieram à mente sobre "vendedor," coloque de 0 a 10 o quanto você acredita na solução que vende, sendo bem sincero — se você fosse comprar, passar o cartão, quanto você compraria? Isso é muito importante, porque, assim como a sua convicção sobre ser vendedor impacta a performance, a sua convicção de que a sua solução é útil impacta a convicção do seu pitch — elas estão entrelaçadas.
Se você não está muito comprado na sua solução, minha recomendação é: procure seu líder, seu contratante, ou, se você é dono da empresa, converse com clientes que tiveram resultado com a sua solução. Peça depoimentos: o que mudou, o que melhorou na vida deles. Se você está vendendo algo íntegro e genuíno, entender esse real impacto vai influenciar diretamente o seu discurso comercial.