Pergunta termômetro e mapeamento do decisor.
Aqui está o nosso Canva, com o recuo estratégico que vocês já aprenderam: dores e desejos, a PUV (proposta única de valor, o diferencial do seu produto, aquilo que eu perguntei de 1 a 10 quanto você acredita nele), o inimigo comum. Então: dores e desejos, perguntas poderosas e objeções recorrentes.
A pergunta termômetro serve para eu saber o grau de urgência da pessoa. Como eu faço essa pergunta? "Fulano, se tudo der certo e couber no seu orçamento, começar esse projeto é mais um projeto imediato ou mais pra frente, um projeto futuro?" Se ele falar que é imediato, ótimo, você tem boas condições para avançar. Se falar que é mais para frente, isso é uma red flag — um sinal de curioso que precisa ser mapeado.
💡 Insight
A pergunta termômetro ("é um projeto imediato ou mais pra frente?") revela o grau de urgência real do lead e sinaliza cedo se você está diante de um curioso.
Quando isso acontecer, você parafraseia o que a pessoa já te contou (a pós-graduação, a viagem, a mentoria etc.) e pergunta: "Quando você fala que é para o futuro, isso é por conta de tempo ou de financeiro? Me dá um pouco mais de contexto." Deixe ela responder. Se ela disser que é por questão financeira, você pode voltar com: "Mas se a gente conseguir viabilizar isso para você, se couber no orçamento, você já consegue começar?" Se ela disser que sim, você mapeou essa flag — o interesse é real, só falta resolver o orçamento.
Se mesmo assim ela disser que não consegue começar nem equalizando a parte financeira, é um possível curioso. Nesse caso, na minha metodologia, você não precisa gastar muito tempo com essa pessoa. Se quiser fazer o atendimento completo, faça; se não, você pode dizer algo como: "Como as condições que vou te mostrar hoje mudam de acordo com a sazonalidade, você acredita que esse projeto é mais para daqui 3, 4, 5 meses?" Se ela confirmar, você combina de retornar nesse prazo, com a condição vigente na época, e marca o follow-up.
Pode ser que seja realmente uma pessoa que precisa desse tempo, mas pela minha experiência a maioria não é isso.
Antes de ir para o encantamento, eu também preciso saber se a pessoa tem condições de avançar — ou seja, mapear o decisor. No B2C é mais comum falar direto com o decisor; no B2B, é muito difícil conciliar todos os decisores. A pergunta, dentro do quadrinho de objeções recorrentes, é: "Essa decisão sua de fazer a pós-graduação (ou mentoria, viagem, plano de saúde etc.) é só sua ou você compartilha com alguém — esposo, esposa, sócio? Como é essa tomada de decisão?"
Se a pessoa disser que decide sozinha, você segue. Se disser que não, existem três opções, nessa ordem:
- Envolver o decisor na hora: "Ele está por aí agora? Já que é um projeto que pode impactar a família, seria interessante ele também acompanhar. Ele consegue entrar nessa call agora?"
- Remarcar para um horário em que os três possam conversar juntos, usando uma justificativa (lembra da máquina de xerox).
- Se as duas anteriores não derem certo, você explica toda a oferta e as condições, mas deixa parte do fechamento para depois — sem abrir sua melhor condição ainda, esperando confirmar que o outro decisor também está comprado na ideia (isso será detalhado na aula de fechamento).